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Cárie radicular: o perigo que aumenta após os 50 anos

Cárie radicular: o perigo que aumenta após os 50 anos.

A saúde bucal passa por diversas transformações ao longo da vida, e depois dos 50 anos algumas condições tornam-se mais frequentes.

Entre elas, destaca-se a cárie radicular, um problema silencioso, agressivo e capaz de comprometer dentes que permaneceram saudáveis por décadas.

Com o aumento da recessão gengival, um fenômeno natural do envelhecimento, a raiz do dente fica exposta e torna-se extremamente vulnerável à ação das bactérias.

Quando não tratada rapidamente, essa cárie radicular avança para regiões profundas, podendo causar dor intensa, fraturas, perda dentária e até infecções mais sérias que afetam a saúde geral do corpo.

Neste artigo, você vai entender por que a cárie radicular é tão comum após os 50 anos, quais são os sintomas que merecem atenção, como ela se desenvolve e  principalmente — como prevenir e tratar esse problema de forma eficaz para garantir um sorriso saudável na maturidade.

O que é a cárie radicular?

Cárie radicular:

A cárie radicular é uma deterioração que ocorre especificamente na raiz do dente, a parte que normalmente fica coberta e protegida pela gengiva.

Diferentemente da coroa do dente  que é protegida pelo esmalte  a raiz é revestida apenas por cemento dentário, um material mais fino e poroso.

Por isso, quando essa região fica exposta, qualquer acúmulo de placa bacteriana pode provocar danos mais rapidamente.

Esse tipo de cárie avança de forma silenciosa e pode destruir a estrutura dentária em pouco tempo, exigindo intervenção profissional rápida.

Por que a cárie radicular é mais comum após os 50 anos?

Recessão gengival natural

Cárie radicular:

Com o envelhecimento, a gengiva se retrai gradualmente, expondo parte da raiz do dente, que não possui a proteção do esmalte.

Redução do fluxo salivar

Após os 50 anos, a produção de saliva tende a diminuir (xerostomia), especialmente em pessoas que usam medicamentos contínuos.

Acúmulo de placa bacteriana

Limitações motoras ou sensibilidade podem prejudicar a escovação, favorecendo o acúmulo de placa na raiz exposta.

Exposição prolongada de restaurações antigas.

Restaurações antigas podem infiltrar ou desgastar, abrindo espaço para bactérias se acumularem e causarem cárie radicular.

Sintomas da cárie radicular: sinais que merecem atenção

 

  • Sensibilidade ao frio, quente ou doces

  • Manchas escuras ou amarronzadas na base do dente

  • Cavidades visíveis próximas à gengiva

  • Dor espontânea ou ao mastigar

  • Sangramento ou inflamação gengival

  • Sensação de superfície áspera ao passar a língua

Quanto mais cedo o diagnóstico, maior a chance de preservar o dente.

Cárie radicular:

Como a cárie radicular se desenvolve?

 

  1. A gengiva se retrai e expõe a raiz.

  2. A placa bacteriana se acumula na região exposta.

  3. As bactérias produzem ácidos que dissolvem o cemento.

  4. A cárie avança para a dentina, deteriorando o dente rapidamente.

  5. A polpa pode ser atingida, causando dor e infecção.

  6. Nos casos graves, pode surgir um abscesso e até ocorrer perda dentária.

Diagnóstico: por que exames preventivos são fundamentais?

Exame clínico detalhado

Identifica recessões, manchas e testes de sensibilidade.

Radiografias

Revelam lesões invisíveis a olho nu, inclusive entre dentes ou sob restaurações.

Avaliação periodontal

Analisa a saúde da gengiva e profundidade de bolsas periodontais.

Testes de sensibilidade

Avaliam se a polpa foi afetada.

Consultas semestrais são essenciais para detectar a cárie radicular precocemente.

Tratamento da cárie radicular: o que realmente funciona

Estágio inicial

  • Aplicações profissionais de flúor

  • Remineralização guiada

  • Selantes para raiz exposta

Estágio intermediário

  • Remoção da área cariada

  • Restauração com resina composta

Estágio avançado

  • Tratamento de canal

  • Possível colocação de pino

  • Coroa protética para reforço e proteção

Perda dentária

  • Implante dentário

  • Próteses removíveis

  • Pontes fixas

Quanto antes o tratamento começa, menor o custo e menor a complexidade.

Como prevenir a cárie radicular após os 50 anos?

Escovação correta e delicada

Use escova de cerdas macias e técnica suave.

Uso diário do fio dental.

Evita acúmulo de placa entre os dentes e na raiz.

Cremes dentais específicos.

Produtos para sensibilidade e raiz exposta ajudam na proteção.

Aplicações profissionais de flúor.

Criam uma barreira contra os ácidos.

Tratamento periodontal.

Controla retração gengival e gengivite.

Controle da boca seca

  • Beber água com frequência

  • Chicletes sem açúcar

  • Reduzir cafeína e álcool

Visitas regulares ao dentista

Limpezas e diagnósticos semestrais previnem complicações.

Para atendimento especializado, acesse:

Conclusão: cuidar da raiz é cuidar da sua vida adulta

A cárie radicular é uma ameaça crescente após os 50 anos, mas totalmente evitável com prevenção, diagnóstico precoce e acompanhamento odontológico.

Se você já percebeu sensibilidade, retração gengival ou manchas próximas à raiz, procure um especialista quanto antes.

Invista agora na sua saúde bucal para garantir um sorriso forte, bonito e funcional por toda a vida.

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